A tecnologia permite, no mínimo, maior agilidade na capacidade de captar informações, sendo também um caminho positivo e importante para refinar o desenvolvimento de caminhos individuais e diversos de aprendizagem. A partir de uma avaliação bem feita de pontos fundamentais, um professor pode aplicar uma avaliação rápida, tabular números e montar grupos de estudos diferentes com potenciais específicos, por exemplo. São ferramentas úteis na direção do aprendizado adaptativo e do ensino individualizado.

A formação dos professores para o uso da tecnologia como ferramenta no percurso de aprendizagem é algo muito debatido no mundo todo. O Oswald procura investir em uma formação instrumental de seus educadores para a cultura digital, as novas mídias e as novas metodologias, além do próprio investimento estrutural que cria novos espaços para o uso dessa tecnologia. Como um importante elo do contato dos alunos com essas novas ferramentas e linguagens, o educador têm espaços para interlocução e apoio para experimentar novos repertórios metodológicos. O Oswald incentiva seus professores na busca pela construção de novas dinâmicas e, para isso, propicia uma formação que os coloca em contato com textos teóricos que dão o impulso primeiro para a modernização de metodologias.

 

Aprofundamento

Que aluno é esse que está chegando na escola hoje? Uma produção escrita mais aprofundada está em xeque nos meios digitais? O Oswald acredita que algo que não se deve perder de vista nunca é o aprofundamento. Os tempos do cotidiano, incrementados pelo uso de tecnologia, podem ser aspectos negativos nessa busca. Por isso, o colégio promove trabalhos de fôlego desde as séries iniciais, com o objetivo de trabalhar a importância do tempo de dedicação e aprofundamento.

Com boas mediações, o Oswald acredita que a tecnologia pode trazer autonomia para os alunos. No limite, podemos pensar que a função clássica dos professores deixaria de existir,  passando aos papéis de facilitadores, conectores e mediadores do processo de aprendizagem. Muito da necessidade de intervenção humana vai poder ser acoplada nas tecnologias, o que pode gerar uma escola mais descentralizada e alunos mais autônomos na escolha de caminhos de conhecimento. Grupos poderão se formar por interesse e não apenas por categorias dadas, como idade, por exemplo. Para tanto, precisamos também de alunos mais ativos e, por isso, o Oswald aposta desde agora na formação de estudantes mais ativos, não apenas no contato com a tecnologia, mas também no processo de investigação e construção de conhecimento como um todo.

Este texto foi desenvolvido a partir da contribuição de três educadores do Oswald, em uma roda de conversa sobre a cidadania digital e o uso das novas tecnologias na educação.

Adriana Elisabeth Dias, coordenadora pedagógica dos 6º e 7º anos; Carolina Gil, coordenadora de tecnologia educacional do Ensino Infantil ao Médio, e Harlei Alberto Florentino, diretor geral do Oswald.