O Oswald vem atuando, nos últimos anos, para aumentar o interesse dos alunos nas disciplinas ligadas a matemática e dar mais valor e visibilidade a elas dentro da escola. Partindo da abordagem socioconstrutivista, a didática utilizada no Oswald compreende a aprendizagem como um processo social e tem como base correntes que defendem a reflexão, o convite ao raciocínio aprimorado da matemática, sem pregar regras e fórmulas, buscando explicações para resultados. Isso é algo que o Oswald sempre buscou: uma forma de trabalhar com os alunos o entendimento da matemática, ao invés de basear o estudo exclusivamente em treinos.

 

Neste sentido, no Ensino Fundamental I, são criadas situações-problema para que os alunos sejam encorajados a interagir com o objeto de conhecimento, enfrentar e confrontar o problema, assim como apresentar hipóteses para a resolução, colocando o aluno na posição de protagonista para encontrar a solução daquele problema.

 

Uma outra prática bastante característica do ensino da matemática no Oswald é o cuidado com o procedimento, com o registro, com a forma de demonstrar aquele problema e aquele raciocínio matemático. O registro do raciocínio matemático é importante para permitir a leitura do raciocínio tanto pelo autor quanto pelos professores e colegas. Por isso, os professores estão atentos à capacitação dos alunos para fazerem bons registros e serem leitores da linguagem matemática desde o Ensino Fundamental. No Ensino Médio, é possível enxergar que os alunos oswaldianos estão aptos a refletir, raciocinar, entender os conceitos envolvidos nos estudos mais complexos, e não somente o procedimento para chegar a um resultado.

 

Para o futuro

 

Ao pensar sobre o futuro, conversamos com três professoras que trabalham a matemática em diferentes níveis do Oswald: Ana Paula, professora polivalente do Ensino Fundamental I; Luciana, professora de Matemática do Ensino Fundamental II; e Vania, que trabalha a disciplina no Ensino Médio. Todas concordam que a rotina de estudo da matemática ainda é difícil para os alunos de todas as faixas etárias; portanto, é uma das áreas nas quais deve-se investir, levando em conta formatos de currículo que pensem essa prática de estudos.

 

Pensando nessas dificuldades e na prática dos estudos, Vania recordou-se de um projeto da escola chamado “Aluno Estudante”, que propunha um exercício de evocação, no qual os alunos eram orientados a rever e reviver estratégias, raciocínios e métodos. Luciana trouxe como ideia a “crônica de aula”: trata-se do sorteio de um aluno ao final do dia para escrever um relatório, uma ata daquela aula, citando todas as ideias que foram levantadas, além da solução a que se chegou a partir do problema dado. Na aula seguinte, essa ata é lida para todos na sala, funcionando como um excelente exercício de registro e estudo matemático.

Este texto foi desenvolvido a partir da contribuição de seis educadores do Oswald, em uma roda de conversa sobre como formar novas gerações de apreciadores de Literatura e cidadãos capazes de ler e escrever textos críticos e com profundidade. Ana Paula Mateus, professora do 5º ano do Fundamental I; Evandro Rodrigues, professor de Língua Portuguesa do 8º e 9º ano do Fundamental II e de Produção de Textos do 1º ano do Ensino Médio; Janaína Arruda da Silva, professora no Ensino Médio de Literatura, Produção de Texto e Gramática; Natalia Correa Martins, professora do 1º ano do Fundamental I; Rosane Mingues Reinert, coordenadora pedagógica do Ciclo I no Fundamental I, e Vivian Gusmão, professora de Língua Portuguesa no 6º e 7º ano do Fundamental II.