Como entender, explorar as oportunidades e usar de maneira apropriada os recursos oferecidos pelas ferramentas digitais na educação e na vida? Como formar cidadãos que levem para todos os ambientes de convívio – dentro e fora da escola, em ambientes digitais ou analógicos, no encontro real ou virtual – uma abertura ao diálogo, ao conhecimento e ao respeito à diversidade?

Esses são alguns dos desafios que o Oswald busca enfrentar ao trazer para dentro do currículo e do ambiente escolar a educação e a cidadania digital.

 

 

Cidadania digital na escola

No plano factual, quando falamos da inserção da tecnologia na vida das crianças e jovens, em especial das mídias sociais, estamos falamos da possibilidade de interação e conversa, de visibilidade e trocas, possibilidades muito ampliadas pelo universo digital. A interação e o compartilhamento existem, atualmente, em escalas enormes, mas a exposição também faz parte dessa nova cultura. Portanto, é sempre importante ter em mente que, se estamos falando de interação entre pessoas, essas interações são mediadas por códigos culturais. Questões éticas, sociais e morais são postas na mesma intensidade.

É nesse sentido que se cunha o termo Cidadania Digital: o meio digital, permitindo a ampliação das relações, tem colocado em xeque a postura e a forma como as pessoas lidam umas com as outras. Por isso, falar em Cidadania Digital na escola é buscar novos espaços de discussão e interações nesse novo cenário.

Muito frequentemente, a tecnologia é colocada como um problema a ser combatido com a atual geração de alunos, mas o Oswald não pensa dessa forma. Cotidianamente, existem desafios a serem vencidos, e a equipe pedagógica do colégio busca lidar com eles dando mais ênfase à ampliação das oportunidades e conexões, por meio de um uso saudável e responsável da tecnologia. O trabalho com Cidadania Digital tem sido incorporado no currículo do Oswald de forma transversal: em trabalhos com todas as séries, promovendo reflexões específicas sobre o tema, mas também inserindo o uso da tecnologia de forma significativa em diversos momentos na sala de aula.

Uma das maneiras mais efetivas que o Oswald encontrou de colocar os alunos – de Ensino Fundamental II, por exemplo – a par destas reflexões, foi problematizar o assunto em sala de aula, a partir da ideia de riscos e benefícios do uso das mídias sociais ou da internet. Nesses momentos, professores e alunos trabalharam vantagens e desvantagens desse novo formato de comunicação. Com materiais específicos, pesquisas e muitas discussões, os alunos tomaram conhecimento de conteúdos de segurança na internet e puderam retomar essas questões com bastante frequência no cotidiano escolar. Nessa construção das práticas, também é muito importante o intercâmbio entre alunos mais velhos e mais novos na escola. Os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental II, por exemplo, prepararam um momento de troca com alunos do Ensino Fundamental I a partir de pesquisas e produções que fizeram sobre os temas de cidadania digital e segurança na internet.

A concepção do Oswald é de que, nessa esfera, que já adentra o mundo adulto, também é responsabilidade da escola trazer o conhecimento e orientar os jovens nesse universo. Os educadores e adultos tem o papel fundamental de mediar essa comunicação, cuidando e dando contorno ao tema para os alunos. São questões refinadas que compreendem o significado da vida digital, da vida em comunidade, que estão em constante evolução nas novas gerações e, ao mesmo tempo, não têm impacto percebido imediatamente pelos alunos. Por isso, o Oswald preocupa-se em, por meio de atividades, discussões, palestras e materiais informativos, trazer à comunidade – alunos, famílias e educadores – esta importante questão do século XXI.

Este texto foi desenvolvido a partir da contribuição de três educadores do Oswald, em uma roda de conversa sobre a cidadania digital e o uso das novas tecnologias na educação: Adriana Elisabeth Dias, Coordenadora Pedagógica do 6º e 7º ano; Carolina Gil, Coordenadora de Tecnologia Educacional do Ensino Infantil ao Médio; e Harlei Alberto Florentino, Diretor-geral do Oswald.